A Harley-Davidson apresentou ontem (9) a plataforma RIDE, que promete uma reformulação completa da marca, centrada na alegria de pilotar motocicletas, mas, com poucos detalhes concretos até o momento.

O RIDE é descrito como um novo começo para a empresa, antes do lançamento de uma estratégia mais ampla prevista para maio. Há também um novo vídeo promocional com a música “On the Road Again” de Willie Nelson, que resgata os princípios e valores da Harley-Davidson: a alegria de pilotar motocicletas e a comunidade que você forma ao fazer isso.
Não é, portanto, um produto, um serviço, nem mesmo uma iniciativa claramente definida. Em vez disso, é posicionada como uma espécie de conceito abrangente, algo que, segundo a marca, captura o sentimento, a cultura e a comunidade que envolvem a marca desde o seu surgimento, em 1903.
“Estou muito feliz em lançar a plataforma RIDE como uma reformulação completa da marca, antes do lançamento da nossa estratégia corporativa em maio. Ela celebra a diversão e a alegria que as pessoas sentem ao pilotar a melhor motocicleta do mundo, uma Harley-Davidson”, disse o CEO da marca, Archie Starrs.
Segundo Starrs, a mudança representa uma “reformulação completa da marca”, com foco na simples alegria de pilotar. A ideia é resgatar a essência emocional do motociclismo, em vez de adicionar elementos radicalmente novos. Embora isso possa soar como música para os fãs, a empresa também precisa atrair um público mais jovem.
E não é a primeira vez que tenta fazer isso. Sob a diretoria anterior, do CEO Jochen Zeitz, eles lançaram os conceitos “More Roads”, “Hardwire” e “The Rewire” para levantar a Harley-Davidson, com vendas globais em franco declínio desde 2015. Agora parece que a alta cúpula da empresa está apostando no RIDE.
Grandes palavras e grandes intenções, mas, neste momento, faltam detalhes sobre o que exatamente mudará de forma tangível para os usuários. Visualmente, o logotipo mais tradicional, de barra e escudo está voltando ao primeiro plano (agora completo, com palavras e não apenas um contorno), sinalizando uma volta às origens.
Ainda não há menção a novos modelos, nenhuma mudança clara na direção dos modelos existentes e nenhum detalhe concreto sobre como o conceito “RIDE” afetará as concessionárias, os clientes ou a experiência de compra. Por enquanto, parece mais um exercício de reposicionamento do que uma transformação. Essa parte deve ser apresentada em maio.



