A Kawasaki não faz estardalhaço sobre si mesma, mas suas vendas estão indo bem. De acordo com uma pesquisa independente, as vendas fabricante japonesa aumentaram 8% em 2025, superando meio milhão de unidades pela primeira vez em seis anos.

Quem afirma é o Motorcycle Data, site que monitora as vendas de motos em quase 100 países colhendo dados referentes ao ano civil, não os veículos faturados reportados pelas fabricantes de acordo com a divisão de seus anos fiscais, o que nem sempre corresponde à realidade.
Desde 2019 – antes do pandêmico ano de 2020 – que a Kawasaki não tinha um crescimento tão sólido globalmente. As vendas foram particularmente boas nos Estados Unidos (12,7%), onde assumiu a vice-líderança na participação de mercado e nas Filipinas, em ambos os casos, por motivos diferentes.
Enquanto que no ocidente a Kawasaki é amplamente reconhecida como uma fabricante especializada em motos de alto desempenho, na Ásia as vendas se concentram principalmente em motocicletas de baixa cilindrada para uso urbano, equipadas com motores monocilíndricos básicos.
A América do Sul também cresceu muito, com destaque para o Chile (71%), Argentina (53%), Paraguai (37,9%) e Brasil (27,8%). Isso para não mencionar a incipiente Nicarágua (127%) na América Central.
Isso é fruto da expansão da linha nas fatias de mercado que estão mais aquecidas (entre 250cc e 500cc) onde a Kawasaki tem modelos bem posicionados como a Versys X-300, Ninja 400 e a novíssima KLE 500, que ainda está chegando às concessionárias.
A própria expansão das concessionárias tem contribuído bastante para a popularização da marca, inclusive no Brasil, o que é visível nas estradas do país. Nos últmos meses, a divisão brasileira inaugurou duas novas lojas na região metropolitana de São Paulo, além de ter revitalizado outras.
