A Harley-Davidson começou, essa semana, o seu processo de redução de custos demitindo os primeiros empregados. A fabricante de motocicletas norte-americana tem mais de 5.000 funcionários em todo o mundo.

A rodada de demissões já havia sido anunciada, ainda que de forma velada, há um mês pelo novo CEO da Harley, Artie Starrs, como “medidas direcionadas para estabilizar as operações”. A marca fechou 2025 mais uma vez com os números no vermelho.
Houve uma queda de 12% nas vendas de motocicletas em todo o mundo em 2025 e uma redução de 14% na receita, resultando em um prejuízo operacional de US$ 29 milhões. Foram vendidas 132.535 motocicletas, menos da metade das 267.999 que saíram das concessionárias em 2014.
“Podemos confirmar que alguns funcionários foram notificados hoje (segunda-feira passada) sobre uma redução em nossa força de trabalho em todo o mundo, conforme já confirmado anteriormente”, disse um porta-voz da empresa em um e-mail para a Rádio Pública de Wisconsin (WPR), cidade sede da Harley.
Starrs foi nomeado presidente e CEO da Harley-Davidson em agosto de 2025, após a saída forçada do CEO anterior, Jochen Zeitz, e de vários de seus associados dentro da empresa pelos demais acionistas após um período de forte controvérsia dentro da empresa.
Zeitz, por sua vez, já havia ascendido ao cargo em 2020 para frear a queda iniciada na gestão anterior, a de Matt Levatich, dando início a planos de austeridade, como o Harwire e o The Rewire, que não surtiram o efeito desejado.



