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Debbie Lawler: conheça a garota que em 1974 superou Evel Knievel

Lucas Carioli 7 de março de 2026

“Eu consigo cuspir mais longe do que ela consegue pular”, disse maldosamente Evel Knievel, no auge de sua fama, sobre Debbie Lawler, uma diredevil em ascensão. Mas em 3 de fevereiro de 1974, ela o calou fazendo o salto mais longo do que qualquer outro piloto havia alcançado em um ginásio.

Com apenas 21 anos de idade, Lawler lançou sua motocicleta Suzuki TM 250 por cima de 16 picapes Chevrolet estacionadas lado a lado no chão do Astrodome Ginasium de Houston, um salto equivalente a 30,8 metros. Apesar da pouca idade, Lawler já pilotava motos há mais de uma década.

A paixão, como acontece com muitos meninos, surgiu aos 10 anos, quando seu pai lhe deu uma motocicleta de presente no seu aniversário, o que era bem incomum nos anos 1960. Ben Lawler, definitvamente, não era uma figura machista.



“Motocross, flat track, subida de montanha… fazíamos de tudo em cima de uma moto”, diz Debbie sobre si mesma e suas irmãs, também contaminadas pela adrenalina em duas rodas. “E meu pai, que era um ex-mergulhador de combate da Marinha, sempre insistia para que eu e minhas irmãs competíssemos contra os homens.”

Mais tarde, ela foi recrutada por um grupo de dublês de motocicleta, onde aprendeu a lançar sua moto por longas distâncias. Ela gostou tanto que se especializou e se tornou uma piloto tecnicamente melhor que Knievel, decolando em um arco perfeito e aterrissando diretamente no coração rosa pintado que decorava sua rampa de pouso.

“Saltar no ar em uma motocicleta proporciona uma sensação incrível. É eufórico“, afirmava. “Eu sei que Evel diz que não treinava. Bem, eu treinava“, relembra Debbie, frisando bem a diferença entre os dois acrobatas. “Eu treinava porque não queria cair. Ele sofreu muitos acidentes. Se eu caísse, estaria perdida.“

Conhecida como “o Anjo Voador”, todos os recordes conquistados por Lawler ficavam de lado em matérias de rodapé que mais falavam sobre seu gênero, ao contrário de Knievel que era tratado como super-herói. Mas isso mudou em 3 de fevereiro de 1974. Após seu salto recorde, Lawler fez aparições na televisão e em revistas.

Mais do que isso, ela se tornou a primeira atleta feminina norte-americana a ter sua própria figura de ação, uma releitura do boneco de ação de Knivel de 1973, criada pela Kenner e chamada “Debbie Lawler Daredevil Jump Set”. Evel tinha uma linha completa de brinquedos.

Mas Debbie não teve muito tempo para saborear sua vitória intacta. No dia seguinte, 4 de fevereiro, Lawler tentava um salto sobre quinze Datsuns no Ontario Motor Speedway, na Califórnia, quando um forte vento de cauda a empurrou para além da rampa de pouso.



Experiente e calma, Lawler fez o que sempre lhe ensinaram: colocar distância entre seu corpo e a moto, conseguindo evitar uma catástrofe: “Mas eu caí para o lado errado”, diz Lawler. “Bati com tudo no muro de contenção de concreto e quebrei as costas.”

Duas semana depois, ela foi convidada para um programa de TV, tendo viajado até o set em Las Vegas no jato particular de Mario Andretti para poder usar sua cadeira de rodas. Lá, quem ela encontrou? O próprio Evel Knievel como outro convidado. Mas o lendário acrobata havia mudado completamente sua postura.

Ele se retratou pelos comentários maldosos presenteando Debbie com um casaco de vison rosa com a frase “Bons Pousos, Evel Knievel” bordada no forro. Mais tarde, Lawler fundou uma agência de talentos e produziu shows de acrobacias de moto. “Evel Knievel era o rei dos saltos de moto. Eu era a rainha“, diz orgulhosa, hoje com 73 anos.

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