Se as coisas foram difíceis para a KTM em 2025, imagine para a Husqvarna, que também pertencia ao grupo da Pierer Mobility. Foi uma queda de 38,8%, de acordo com uma pesquisa independente.

A pesquisa vem do Motorcycle Data, que monitora os registros de veículos novos em mais de 97 países ao redor do mundo com base nos emplacamentos públicos, não nas vendas no atacado, normalmente divulgada pelas marcas – e nem sempre efetivamente esses véiculos chegam às ruas.
De acordo com eles, a Husqvarna vendeu apenas 30.297 motocicletas em 2025 (enquanto foram mais de 208 mil na KTM em um ano ruim). A queda foi global, com recuo de 48,4% na Europa, 24,7% na América do Norte e 78,3% na Índia e 67,3% nos países do sudeste asiático.
Isso é o resultado de severas restrições de orçamento, sobra de estoque de modelos 2024 e paralisação das linhas de produção. Lembre-se que a fábrica da KTM em Mattighofen, Áustria, parou três vezes em 2025 e os modelos Husqvarna utilizam o mesmo powertrain das máquinas alaranjadas.
A história da Husqvarna sempre foi marcada por dificuldades. Fundada em 1689 na pequena cidade de Huskvarna, no sul da Suécia, a empresa inicialmente produzia armas para o exército sueco. Apenas em 1903, eles entraram no mercado de motocicletas com a ‘Husky’, o seu primeiro modelo.
A marca foi adquirida pela Cagiva em 1987 e passou a integrar o catálgo da MV Agusta. Em 2007, a BMW Motorrad adquiriu as ações da empresa, em um negócio avaliado em € 93 milhões, mas que não resultou em grandes investimentos em termos de modelos. Em 2014, Stefan Pierer comprou a marca dos alemães.
E, ao contrário dos antigos proprietários, a Husqvarna voltou a prosperar sob as asas da Pierer Mobility. Novos modelos com motorização KTM foram criados, com enfoque em design de vanguarda. As motos Svartpilen, Vitpilen e Norden 901 ganharam notoriedade nos últimos anos. Até nas pistas de competição eles entraram forte.
Agora, a Husqvarna pertence à Bajaj Auto, assim como a KTM e a GasGas. A situação se estabilizou um pouco, mas ainda se faz necessária uma estratégia clara e específica para cada marca, o que deixa o posicionamento da Husqvarna a longo prazo incerto. O ano de 2026, sem dúvida, será igualmente desafiador.



