Joan Mir foi o mais rápido hoje (4) segundo dia de testes coletivos da MotoGP no circuito de Sepang, na Malásia. O espanhol confirmou a melhora da Honda ao marcar 1min56s874 e deixar Franco Morbidelli para trás. Mas o assunto do dia foi a Yamaha, que resolveu não ir à pista pela segurança de seus pilotos.

De início, a Yamaha nada falou sobre a decisão. Os testes começaram pela manhã e nenhum piloto da equipe oficial e da Pramac foi à pista. Pensou-se até que um fornecimento limitado de pneus seria a causa. Por volta do meio-dia, o chefe da equipe, Massimo Meregalli, deu uma declaração. O italiano não foi nada especifico, mas confirmou que eles encontraram um problema no motor V4 e preferiram segurar os pilotos nos boxes por motivos de segurança.
“Na tarde do primeiro dia oficial de testes, Fabio [Quartararo] teve um problema técnico com sua motocicleta, o que o obrigou a estacioná-la na lateral da pista. Compreensivelmente, nossos técnicos querem entender a causa exata”, disse Meregalli. “Até o momento, os engenheiros não receberam uma resposta e, como a segurança é nossa prioridade máxima, decidimos não liberar os pilotos.”
Os testes prosseguiram normalmente sem as quatro Yamahas na pista. Com temperaturas em torno de 30 graus e condições ideais, o segundo dia de atividade começou pontualmente às 10h00 locais. Mir (Honda), que havia terminado o dia anterior em um promissor sexto lugar, completou doze voltas logo no início e foi o primeiro piloto a quebrar a barreira de 1min57s antes das 11h00.
Atrás de Mir, vinham as duas Ducati da equipe VR46, com Franco Morbidelli à frente de Fabio Di Giannantonio, ambos também rodando na casa de 1min56s, o que há um ano era uma façanha e tanto. Após três horas de teste, as KTM começaram a fazer tempos competitivos, primeiro com Maverick Viñales, depois com Pedro Acosta e Pol Espargaró.
Atrás da KTM, outra dupla vinha logo atrás: Marco Bezzecchi e Raul Fernandez, da Aprilia, também melhoraram rapidamente seus tempos para a casa de 1min57s. O italiano é o piloto que mais rodou, completando 35 voltas e mostrando que a RS-GP parece ter evoluído em termos de confiabilidade. Marc Márquez rodou apenas 14 voltas pela manhã e seu tempo de 1min58s386 o deixou apenas em 15ª lugar.
Ao meio-dia, os pilotos fizeram uma longa pausa para o almoço. Após a sessão obrigatória de treinos livres, que começa às 13h, os pilotos ativos e suas equipes se retiraram por cerca de duas horas para analisar os dados. Por volta das 15h30, Pecco Bagnaia (Ducati) foi o primeiro a retornar à pista. Pouco depois, Viñales, Johann Zarco (Honda), Alex Márquez (Ducati) e Di Giannantonio também voltaram.
Alex, que não havia conseguido completar a sessão matutina sem sofrer uma queda, melhorou a cada volta e assumiu a liderança, mas com um tempo bem mais alto que o da manhã, 1min58s094. Viñales se colocou em segundo, mais de 1 segundo atrás, seguido de Bagnaia, Zarco e Savadori. Eles não chegaram a dar mais do que seis voltas. A maioria dos pilotos nem foi à pista.
O que valeu, portanto, foi o resultado dos tempos da manhã (FP3), com Mir à frente, seguido de Morbidelli, Diggia, Acosta, Viñales, Bezzecchi, Fernandez, Bagnaia, Ai Ogura (Aprilia) e Enea Bastianini (KTM) entre os dez primeiros. Diogo Moreira (Honda) completou 19 voltas, a melhor delas em 1min58s571, o suficiente para o 17ª lugar.
