Não é o que você vai ler por aí, mas a BMW Motorrad teve em 2025 uma queda de 3,72% nas vendas em relação a 2024, o seu primeiro declínio de vendas desde o pandêmico ano de 2020.

Em 2025, foram 202.563 unidades de veículos de duas rodas entregues a clientes em todo o mundo, enquanto que em 2024 haviam sido 210.408. Inclusive, o resultado é inferior a 2023, quando registrou 209.257 e menor também do que a claudicante KTM, que comercializou 209.704 unidades no ano passado.
Esta é a primeira vez que a BMW Motorrad não quebra o seu próprio recorde de vendas desde 2020, ano afetado globalmente pela pandemia de Coronavírus. É algo que eles não dizem em seu comunicado, mas sabemos porque acompanhamos a progressão nesses anos todos, como você pode ver aqui, aqui, aqui e aqui.
Em vez disso, eles preferiram enfatizar que “manteram a liderança do mercado de motocicletas premium” se sustentando com mais de 200 mil motocicletas vendidas, o que aconteceu pela primeira vez na história da empresa em 2022, não negando que enfrentaram um “mercado desafiador”.
O que causou o declínio? É difícil dizer, não somos analistas financeiros. Mas, é fato que as vendas de motos, principalmente de alta cilindrada, decaíram de vendas no continente europeu e na América do Norte, nada menos do que a espinha dorsal da BMW Motorrad – e também da KTM. Não é por acaso que os austríacos declararam insolvência.
Só para se ter uma ideia, dessas 202.563 unidades vendidas globalmente, 118.814 foram no continente europeu, ou seja, 58,66%. A estagnada Alemanha continua sendo o principal mercado da BMW Motorrad, com 25.516 unidades vendidas, seguida da França (19.019), Itália (16.692) e Espanha (14.005).
Fora da Europa, Estados Unidos, Brasil e China são os destaques, mas também tiveram declinio: nos EUA, enquanto 2024 anotou 17.272 unidades vendidas, em 2025 foram 14.869; aqui, em 2024 haviam sido 15.267, agora 14.488; na China, 13.872 contra 10.555 de agora, o que demonstra que a queda não foi apenas na Europa.
Como sempre, a motocicleta mais vendida foi a BMW R 1300 GS Adventure (33.570 unidades), seguida da BMW R 1300 GS (32.555). Em terceiro lugar, vem a esportiva BMW S 1000 RR (11.643), o que demonstra claramente que a clientela dos alemães procura motos de alta performance.
Vai ser crucial de agora em diante observar o desempenho da BMW F 450 GS, apresentada no Salão de Milão, e que promete impulsionar as vendas da marca no mercado mais importante e competitivo do momento – o das pequenas/médias de uma forma mais competitiva do que a linha G310 vinha fazendo.
