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Honda Transalp 750 vs Suzuki V-Strom 800DE vs Yamaha Ténéré 700: o que dizem os números?

Lucas Carioli 24 de novembro de 2025

Suzuki V-Strom 800DE, Yamaha Ténéré 700 e Honda Transalp 750, três das melhores aventureiras médias do mundo finalmente estão disponíveis juntas no Brasil. Então que tal darmos uma olhada nas especificações de cada uma?

As três são conceitualmente próximas, Não em termos de design, já que cada fabricante conseguiu criar uma cara própria bem independente e marcante para cada uma, mas em termos técnicos, com motor de dois cilindros em linha, suspensões de curso longo e rodas raiadas de 21 polegadas na dianteira.



Honda e Suzuki chegaram à mesma conclusão a respeito do motor. Tanto a Transalp quanto a V-Strom anterior tinham propulsores de dois cilindros em V, arquitetura que foi abandonada em virtude de modernos bicilíndricos em linha com ordem de ignição a 270º, assunto detalhado melhor aqui.

A Yamaha foi pioneira na utilização dessa arquitetura de motor, já que a Ténéré 700 utiliza o mesmo motor da MT-07. Hoje em dia, é o menor em tamanho, 689 cm³. O propulsor da Honda tem, na verdade, 755 cm³ e o da Suzuki é o maior de todos, 776 cm³. Detalhes que podem fazer a diferença na entrega do torque.

Os três motores tem quatro válvulas por cilindro, mas apenas o da Suzuki e da Yamaha tem comando duplo (DOHC), este com virabrequim crossplane (como na R1). A Honda tem apenas um comando (OHC) e uma taxa de compressão mais moderada, 11.0:1. Algo que pode ajudar com a nossa gasolina.

Em termos de desempenho, a Ténéré 700 entrega 68,9 cv de potência a 9.000 rpm, 6,6 kgf.m de torque a 6.500 rpm. A V-Strom 800 chega a 83 cv a 8.500 rpm e 7,95 kgf.m a 6.800 rpm e a Transalp 750 providencia 69,3 cv e 7,04 kgf.m de torque máximo, bem menos do que os 95 cv disponíveis no exterior. A Honda não explicou o porquê da perda.

Transalp 750: visual conservador esconde especificações bem interessantes.

Destaque para a Suzuki, portanto. Mas o motor maior da V-Strom 800 cobra o seu preço na balança: 223 kg em ordem de marcha, o que inclui também o tanque de combustível maior, de 20 litros, cheio. A Ténéré 700 pesa 208 kg nas mesmas condições (tanque de 16 litros) e a Transalp 750, 208 kg (tanque de 16,9 litros).

Os chassis são construídos da mesma maneira: estrutura de tubos de aço soldados, com garfos telescópicos invertidos na dianteira e braço oscilante de alumínio com suporte de amortecedor em balancins progressivos na parte traseira. Aqui, o destaque fica para a Ténéré 700, com uma balança bem inclinada, o que sabidamente aumenta a tração.



A compressão e o rebote podem ser completamente ajustados na Suzuki, tanto na frente e atrás. A Yamaha é regulavel na compressão e rebote na dinteira, na traseira apenas o rebote. Mais simples, a Honda é regulável apenas a pré-carga em ambos os eixos, o amortecedor traseiro, de forma remota.

No curso das suspensões, a Honda flexiona menos: 200 mm na dianteira e 190 mm na traseira. A Suzuki viaja 220 mm na frente e atrás e a Ténéré fica no meio, 210 mm e 200 mm. Isso resulta em uma altura do assento de 855 mm, 825 mm e 875 mm, respectivamente. Sim, a Ténéré é altona e a V-Strom a mais baixa.

Ténéré 700: a mais radicalmente off-road também é a mais cara.

Parece que a Transalp é ligeiramente mais comportada que a V-Strom, mas uma surpresa acontece quando olhamos as medidas da roda traseira: 150/70-17 na Suzuki, e 150/70-18 na Honda, a mesma da Ténéré 700 e um pouquinho mais “enduro raiz”. Todas vêm com aros de alumínio e pneus com câmara.

Nos freios, a Transalp conta com dois discos 310 mm e pinças de dois pistões dianteira e um disco de 256 mm com pinça de pistão único na traseira. A V-Strom tem o mesmo disco dianteiro, mas o traseiro é um pouquinho maior (260 mm). A Ténéré vem com discos menores, de 282 mm e 245 mm, com pinças de dois pistões na frente e de um atrás.



Nas dimensões gerais, a Ténéré se sobressai sendo a mais alta e comprida. São 2.370 mm de comprimento, 905 mm de largura e 1.455 de altura. A Translp é a mais curta e estreita, com 2.325 mm de comprimento, 838 mm de largura e 1.450 mm de altura. A V-Strom é a mais baixa: são 2.255 mm de comprimento, 905 mm de largura e 1.355 mm de altura. Estamos falando de milímetros, mas fazem diferença.

No painel, a Ténéré possui a maior tela, de 6,3 polegadas disposta de forma vertical, como os road books das motos de rali. A V-Strom e Transalp têm uma tela de 5 polegadas em posição retangular, ambas de TFT. Mas só o da Honda e Yamaha podem se conectar com o seu smartphone.

V-Strom 800: maior motor, desempenho e peso.

A Yamaha conta com dois modos de pilotagem, a Honda cinco e a Suzuki três. Todas podem desativar o controle de tração e o ABS para a pilotagem na terra. Mas a Ténéré pode mudar o layout da tela, a Transalp tem cancelamento automático dos piscas e a Suzuki um sistema que levanta os giros nas partidas a frio.

O resto dos detalhes é difícil de explicar em palavras. Os compradores em potencial podem decidir individualmente o que é mais importante para cada um na prática. A Suzuki agrada nos detalhes como protetores de mão e de motor. A entrada USB da Ténéré e V-Strom fica no painel, na Transalp embaixo do banco.



Detalhe chato: em todas, a regulagem do para-brisa só pode ser feita através de uma ferramenta. Por que? Ninguém sabe. Há formas de fazer isso de forma mais prática e simples, como mostra a Kawasaki Versys 650. As três também contam com uma vasta gama de acessórios opcionais de série, como malas de alumínio, entre outros.

As cartas estão na mesa e a decisão é puramente pessoal. É como escolher uma peça de roupa. Anunciada no Brasil hoje (24), a Transalp parte de R$ 65.545, em São Paulo, sem frete e seguro. A V-Strom parte de R$ 67.500 nas mesmas condições e a Ténéré 700 de R$ 72.990. Qual é a sua preferida?

Honda Transalp 750

Yamaha Ténéré 700

Suzuki V-Strom 800 DE

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