A Royal Enfield está apresentando essa semana no Salão de Milão a aguardada Himalayan 750, que promete levar mais longe os fãs da aventureira anglo-indiana. Com um motor de dois cilindros, a motocicleta chega a 56 cv. Veja mais detalhes dela aqui.

Não chega a ser uma novidade absoluta, pois as primeiras imagens já haviam aparecido há duas semanas quando algumas motos foram flagradas realizando filmagens promocionais. Mas agora temos dados oficiais para apresentar.
Começando pelo motor, trata-se de um bicilíndrico em linha com comando simples no cabeçote (SOHC), que entrega 56 cv a 7.000 rpm e 63 Nm de torque a 5.000 rpm — sendo que 90% desse torque máximo já está disponível a partir de 3.500 rpm.
A taxa de compressão de 9,5:1 é relativamente baixa, algo bom em se tratando de mercado brasileiro, pois o motor tende a funcionar bem com nossa gasolina comum. O câmbio é de seis marchas e utiliza o motor como elemento estrutural em um chassi de aço com viga central (tipo spine frame) com reforços estruturais.
A suspensão dianteira é composta por garfos invertidos Showa de 43 mm, totalmente ajustáveis em compressão e rebote e com 190 mm de curso. Na traseira um monoamortecedor Showa com ajuste remoto de pré-carga e retorno, oferece 175 mm de curso.

As rodas são de 19 polegadas na dianteira e 17″ na traseira, com pneus sem câmara, tanto em liga leve quanto com raios, nas medidas 110/80 e 150/70. A frenagem é garantida com discos duplos de 280 mm e pinças ByBre de dois pistões na frente e disco simples de 255 mm atrás.
A altura de assento é de 815 mm, o vão livre em relação ao solo é de 205 mm, a distância entre eixos é de 1.522 mm e o peso em ordem de marcha é de 223 kg (considerando o tanque de 17,8 litros 90% cheio). De acordo com a marca, é possível fazer uma autonomia de até 400 km.
Graças a uma unidade de medição inercial (IMU) de seis eixos, o pacote eletrônico é o mais completo já oferecido pela Royal Enfield. Temos ABS em curvas, controle de tração sensível à inclinação, cinco modos de pilotagem (Road, Road Sport, Rain, Trail, Custom) e quatro níveis de controle de tração (incluindo a opção de desativá-lo).
Além disso, controle de cruzeiro, monitoramento da pressão dos pneus, imobilizador com chave codificada, piscas com cancelamento automático e duas entradas USB-C (sendo uma de carregamento rápido de 27W) também são de série, assim como o sistema cWingman 2.0, equipado com 4G e GPS.

O para-brisa é ajustável em cinco posições (com 60 mm de curso), os assentos para o piloto e o garupa são independentes (com opções de assentos rebaixados ou específicos para viagens disponíveis como acessórios) e os manetes de freio e câmbio são de alumínio forjado com pontas retráteis.
Outros detalhes interessantes são o farol de LED de 7 polegadas, com carcaça de alumínio para dissipação de calor, e nas tampas do motor em magnésio, que contribuem para a redução do peso. Uma extensa gama de acessórios estará disponível.
A Himalayan 750 será disponibilizada em cinco cores. A versão topo de linha, “Antarctic Silver”, está equipada com um conjunto exclusivo de malas rígidas Givi, que dispensam o uso de suportes externos, além de manoplas aquecidas, protetores de mão e protetor de cárter em alumínio.
Os modelos com rodas raiadas estão disponíveis nas cores “Viking Bronze” ou “Siberia White”, enquanto as versões com rodas de liga leve vêm em “Aztec Green” ou “Teutonic Black”. Também está disponível uma linha de bagagens flexíveis da Givi.
Sucesso no mundo todo, inclusive no Brasil, nas suas versões de 400cc e 450cc, a Himalayan 750 parece fadada a marcar presença no mercado brasileiro. A grande questão é quanto tempo vai demorar. Como se trata de um motor novo e um chassi novo, não espero vê-la por aqui antes de 2028.









