A Suzuki apresentou hoje (3), na abertura do Salão de Milão, na Itália, a completamente nova GSX-10R. Menos radical do que a GSX-R1000, a motocicleta promete trazer toda a esportidade das pistas em um pacote bem mais acessível.

Nos últimos anos, os avanços das superbikes nas pistas praticamente inviabilizaram essas motocicletas para o motociclista comum. Motores com mais de 200 cv, controlados apenas por sistemas eletrônicos avançados, e peças feitas de materiais nobres aumentaram seus preços além do que o cidadão pode pagar.
Tendo isso em mente, a indústria começou, nos últimos anos, a caminhar no caminho inverso: modelos menos radicais, com menos tecnologia de ponta – e principalmente preço mais acessível – começaram a surgir. É o caso da nova Triumph Daytona 660 entre as médias e da Yamaha R9 entre as motos de 1 litro.
Agora é a vez da Suzuki entrar na ciranda com a GSX-10R; no fundo uma GSX-S1000 (naked) que recebeu uma carenagem integral e uma posição de pilotagem apenas ligeiramente mais esportiva, bem mais confortável do que a radicalmente racing GSX-R1000.

O motor é o mesmo da GSX-S1000 que, por sua vez, é uma derivação do quatro cilindros em linha da GSX-R1000 de 2005, um propulsor reconhecido mundialmente pela potência, robustez e durabilidade. Ele proporciona 152 cv a 11.000 rpm e 10,8 kgfm a 9.250 rpm.
O chassi em dupla trave em alumínio também é o mesmo utilizado na linha GSX-S1000, mas recebeu um novo subchassi para proporcionar uma postura mais esportiva. O guidão foi substituído por dois semiguidões mais baixos, assim como o assento de 810 mm (825 mm na GSX-S1000) e pedaleiras mais recuadas.
Suspensão e freios também derivam da GSX-S1000, com garfos KYB de 43 mm totalmente ajustáveis mecanicamente e um monoamortecedor que oferece ajustes separados de compressão para alta e baixa velocidade, além dos habituais ajustes de retorno e pré-carga da mola.

Pinças radiais de quatro pistões fornecidas pela Brembo dão conta da frenagem da roda dianteira. O pneu traseiro tem perfil 55 (ligeiramente mais baixo), o que permite que a GSX-10R atinja um ângulo de inclinação de 53 graus, cinco a mais do que a GSX-S1000.
A parte eletrônica, embora bastante básica para uma 1000cc atual, está de acordo com as necessidades do motociclista moderno: três modos de pilotagem com diferentes mapas de aceleração, controle de tração em curvas, ABS em curvas, controle de wheelie e o primeiro sistema de controle de derrapagem da Suzuki.
Tudo é controlado pelos punhos e visualizado em um painel TFT legítimo, com conectividade para acesso a navegação curva a curva, notificações e até mesmo alertas de clima e trânsito. Opcionalmente há a possibilidade de inclusão de um quickshifter bidirecional com função auto-blipper.

Além disso, a Suzuki incluiu recursos de conveniência, como um sistema de retenção de freio (brake-hold), que mantém o freio traseiro acionado por até 30 segundos após o piloto soltar o manete em uma subida, liberando-o automaticamente assim que a moto começa a se mover.
Já está se imaginando na estrada? Fique sabendo que o tanque de combustível de 18 litros garante uma autonomia dita como “satisfatória” entre as paradas. Segundo a Suzuki, o design da carenagem visa oferecer proteção contra o vento tanto em uma posição de pilotagem esportiva quanto em viagens relaxadas.
A Suzuki não falou nada de preços e disponibilidade, mas é de se esperar que a nova GSX-10R se posicione, em termos de preço, mais próxima dos modelos da linha GSX-S (a partir de cerca de 13.000 euros) do que da GSX-R 1000 R (por volta de 20.000 euros). Alô J.Toledo, já pode começar os preparativos!











