A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) emitiu um pronunciamento sobre os problemas vividos pela MotoGP durante o Grande Prêmio do Brasil, realizado no último fim de semana em Goiânia-GO. O asfalto começou a ceder provocando improvisos e o encurtamento da distância original da corrida.

As atividades no Autódromo Internacional Ayrton Senna foram atrapalhadas pelo clima e pela qualidade do asfalto. Chuvas intensas durante o período parecem ter acelerado a degradação do asfalto que não atendia os limites mais rigorosos, apesar do circuito ter recebido da FIM aprovação Grau A.
No sábado (22), abriu-se um buraco no lado interno da reta de chegada, o que adiou a qualificação da Moto3 e Moto2, transferidas para o dia seguinte. No domingo (23), o asfalto estava visivelmente se deteriorando em vários pontos, o que motivou a organização das equipes (IRTA) a encurtar a corrida de MotoGP em oito voltas, 25% da duração original.
As corridas foram vencidas por Marco Bezzecchi (MotoGP), Daniel Holgado (Moto2) e Maximo Quiles (Moto3). Após a revisão oficial do Grande Prêmio do Brasil pela MotoGP, a FIM se pronunciou oficialmente sobre o problema no asfalto. O comunicado na íntegra você pode conferir abaixo.
“Após os problemas com o asfalto durante o Grande Prêmio do Brasil, a administração do circuito e os organizadores investigaram as causas, incluindo as chuvas sem precedentes que prejudicaram os preparativos finais e contribuíram para os problemas. No sábado, ocorreu um defeito significativo na pista, causado pelo colapso de um antigo sistema de drenagem subterrâneo não documentado.
O problema, felizmente localizado fora da linha de corrida, foi resolvido imediatamente graças à rápida resposta da administração do circuito, permitindo que as atividades fossem retomadas ainda naquele dia. No domingo, após o término do Grande Prêmio de Moto2, danos localizados no asfalto tornaram-se visíveis, causados pelo calor intenso e pela intensa atividade na pista.
Embora todo o excesso de agregado tivesse sido removido antes do Grande Prêmio de MotoGP, um pequeno risco de deterioração progressiva da superfície da pista persistia durante a corrida. A equipe do circuito trabalhou na preparação da pista até pouco antes do horário previsto para o início, mas, por razões de segurança, a direção de prova decidiu reduzir a corrida para 23 voltas (75% da distância original). As equipes foram imediatamente informadas da mudança pela equipe da IRTA em cada fila de largada.
O processo de homologação de circuitos de MotoGP é gerenciado pela FIM e começa com mais de um ano de antecedência. Inclui inspeções detalhadas de todas as áreas de construção. Como cada local no mundo exige uma mistura asfáltica e um método de instalação diferentes, estes são determinados pela administração do circuito e submetidos à FIM para garantir que todos os padrões de segurança sejam atendidos. A homologação é então confirmada pouco antes de cada Grande Prêmio.
Os problemas encontrados no Brasil foram reconhecidos pelos organizadores e pelo circuito e serão resolvidos antes do retorno da MotoGP na próxima temporada. O Grande Prêmio do Brasil recebeu 148.384 fãs no Autódromo Internacional de Goiânia – Ayrton Senna, evidenciando tanto a forte popularidade da MotoGP no Brasil quanto seu potencial para crescimento global.”



