A MotoGP vai mudar completamente em 2027 com novas motos de 850cc, pneus Pirelli e um combustível, pela primeira vez na história, 100% sintético. Mas o preço a pagar para se livrar do petróleo é altíssimo: R$ 508 por litro, o que está gerando uma enorme preocupação entre as equipes independentes.

Desde 2024, os organizadores da MotoGP vem promovendo mudanças técnicas em prol da sustentabilidade. Naquela temporada, o combustível das motos precisava ser 40% de origem não-fóssil, porcentagem que aumentou ano a ano até os 100% em 2027.
De acordo com uma reportagem dos colegas italianos do GPone, esse combustível altamente sofisticado custará 86 euros por litro (R$ 508,58 em uma conversão simples no câmbio do dia de hoje, 25 de setembro). Um enome salto sobre os cerca de 10 euros (R$ 59,14) pagos pela gasolina atual.
Atualmente, cada piloto consome, em cada fim de semana de corrida, cerca de 105 litros de combustível. O consumo é maior em Spielberg, na Áustria, e em Motegi, no Japão, devido às frequentes retomadas. Ao térmimo de 22 etapas, cada piloto terá consumido aproximadamente 2.310 litros. Faça as contas…
Ciente da situação, o MotoGP Sports Entertainment Group (anteriormente conhecido como Dorna Sports) se propôs a cobrir os custos de combustível para todas as equipes a partir de 2027 desde que tenham contrato de “fornecedora exclusiva” com uma gigante do petróleo.
As equipes de fábrica, como a Ducati (Shell), Honda (Castrol), Yamaha (Chevron), KTM (Mobil 1) e Aprilia (BP) estão, portanto tranquilas com relação a isso. O problema fica com as equipes independentes, como a LCR, Pramac, Tech3, Gresini e VR46.
Ainda segundo os italianos, um acordo está se delineando: a Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da MotoGP, poderia cobrir os custos de combustível dessas equipes permitindo ainda que todas os onze times anunciem seus parceiros de combustível e produtos petrolíferos.



