Para nós ocidentais, a Kawasaki é apenas uma marca de motos. Para os japoneses, é muito mais. Lá, eles estão apresentando o EC-2, nova aeronave de guerra eletrônica que chama atenção pelo seu design dianteiro incomum.

O EC-2 substitui o antigo EC-1 – em serviço de 1986 a 2025 – como aeronave de interferência eletrônica, ou seja, aquela que interfere em radares, comunicações e sistemas de defesa inimigos, criando “corredores” seguros para operações aéreas. A Kawasaki também fabrica o caçador de submarinos P-1.
Esses aviões são chamadas de “narigudos” em alguns contextos devido aos sensores presentes na parte dianteira. E o Kawasaki EC-2 não foge à regra com sua seção dianteira volumosa complementada por superestruturas na espinha dorsal da fuselagem e carenagens na parte traseira.
Presumivelmente, o largo nariz fornece espaço para antenas do sistema de interferência J/ALQ-5 da Toshiba, que interfere em estações de radar inimigas. Outras saliências podem conter componentes para interferência de sinal e comunicação segura via satélite, mas os detalhes são sigilosos.
Está prevista a construção de até quatro unidades do EC-2. O cronograma prevê testes ainda este ano e entrada em serviço em meados de 2027. Iruma, cidade japonesa na província de Saitama, a cerca de 40 km de Tóquio, está sendo considerada como uma possível futura base.

O grande conglomerado industrial “Kawasaki Heavy Industries” (KHI) é um grupo tecnológico bastante diversificado, atuante no setor aeroespacial (aeronaves/componentes militares), construção naval, veículos ferroviários, sistemas de energia, plantas industriais e robótica.
Na indústria aeronáutica japonesa, a Kawasaki tem sido uma importante participante por décadas. Aviões de caça e bombardeio fabricados pela empresa são vistos nos céus desde a Segunda Guerra Mundial, ao lado de outra fabricante conhecida por nós: a Mitsubishi.
Mesmo a divisão de motocicletas é muito mais ampla do que se imagina, fabricando, além de motocicletas (de todos os tipos), quadriciclos, UTVs, jet skis, motores de popa e diversos produtos de geração de energia, dependendo do mercado.



