Apenas dois anos após sua chegada, Justin Marks estaria considerando vender a Trackhouse Racing, ou pelo menos parte de sua participação. A equipe satélite da Aprilia pode ser adquirida por um um consórcio intimamente ligado à Fórmula 1.

Originalmente uma equipe da NASCAR, a Trackhouse iniciou a sua trajetória na MotoGP em 2024, após adquirir a estrutura individada da RNF Racing, liderada pelo ex-diretor do circuito de Sepang, Razlan Razali. A mudança foi apoiada pela Dorna Sports, como uma porta de entrada do campeonato mundial para o mercado americano.
Mas, após duas temporadas completas, os planos não estão evoluindo da forma que se esperava. Até o momento, a Trackhouse ainda não conseguiu um grande patrocinador para cobrir suas finanças e eles não contam com um piloto norte-americano carismático, apesar dos bons resultados recentes de Raul Fernandez e Ai Ogura.
O que se fala, na imprensa europeia, é de que a equipe estaria à beira da falência e que pelo menos parte de suas ações estaria à venda. Isso seria um golpe duro para a Liberty Media, nova proprietária da MotoGP, que contava com a Trackhouse para impulsionar o interesse do público americano.
A solução pode vir da Fórmula 1, também gerenciada pela Liberty: um consórcio de investidores da categoria pode estar interessado em comprar a equipe, embora não se saiba exatamente qual. Mas isso já aconteceu no ano passado, quando Günther Steiner, ex-diretor da equipe Haas comprou a Tech3 de Hervé Poncharal.
Não é segredo que Lewis Hamilton já mostrou interesse de adquirir uma equipe de MotoGP ou pelo menos adquirir uma participação nela. O heptacampeão britânico chegou a fazer uma oferta pela Gresini Racing, negada por Nadia Padovani. Max Verstappen também já sinalizou interesse na MotoGP.
Ironicamente, os resultados da pista tem se mostrado cada vez melhores para a Trackhouse, que conta com maquinário Aprilia. Raul Fernandez venceu o GP da Austrália no final do ano passado e chegou em segundo no GP da Tailândia, primeira etapa desse ano, há três semanas.



