A KTM anunciou, nos últimos dias, o fim da produção da RC 390, versão carenada da Duke 390, após mais de uma década. Segundo eles, a pequena esportiva não está conseguindo atrair demanda suficiente nos últimos anos.

Lançada em 2014, a RC 390 foi na onda do efeverscente mercado das esportivas de pequeno porte, depois da Kawasaki Ninja 300, Honda CBR 250R e Yamaha R3. Ela vinha equipada com o mesmo chassi e motor da Duke 390, ou seja, um monocilíndrico de 373 cm³ que desenvolvia 44 cv a 9.500 rpm para empurrar apenas 139 kg.
A última grande atualização ocorreu em 2022, quando a RC 390 ganhou um painel TFT, um conjunto de componentes eletrônicos sensíveis à inclinação e um sistema de refrigeração revisado, além do novo motor aumentado para 398.7 cm³ para atender às normas de emissões do Euro 5+.
O custo dessas atualizações, no entanto, teria elevado os preços excessivamente em um momento em que muitos países já estão sentindo a pressão, especialmente nos estagnados mercados dos Estados Unidos e da Europa. O estoque existente das concessionárias está previsto para ser vendido ao longo de 2026.
A produção continuará apenas para o mercado indiano, onde a KTM afirma que a demanda pela RC 390 permanece forte o suficiente para justificar a permanência da motocicleta. O que faz sentido, visto que é onde a Bajaj Auto, nova controladora da KTM, está sediada.
O restante da linha 390, no entanto, deve seguir firme e forte. No exterior ela conta com quatro modelos, todos de perfil adventure: 390 Enduro R, a 390 SMC R e as 390 Adventure R e X. Isso também demonstra que a procura dos clientes por motos polivalentes está mais em voga hoje em dia.
