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MotoGP no Brasil: resumo de todas as edições (1987-2004)

Lucas Carioli 19 de março de 2026

O que parecia impossível aconteceu: depois de 22 anos, as motos mais rápidas do mundo novamente estão no Brasil. Oportunidade perfeita para relembrarmos nossa rica trajetória no Mundial de Motociclismo. Momentos históricos aconteceram aqui.

Ao contrário da Fórmula 1, o Grande Prêmio do Brasil de Motovelocidade (expressão que eu não gosto, mas que serve para agrupar tanto a fase das 500cc quanto da MotoGP) aconteceu de forma intermitente desde 1987, quando eles desembarcaram em Goiânia pela primeira vez.



Foram três circuitos brasileiros que sediaram o mundial: Goiânia, entre 1987 e 1989, depois tivemos uma única edição no Autódromo José Carlos Pace (Interlagos) em 1992, antes de um período relativamente estável se iniciar em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, entre 1995 e 2004.

Com a F1 em São Paulo e a MotoGP no Rio de Janeiro, o Brasil estava muito bem recebendo as duas principais categorias de corridas no mundo. Mas inexplicavelmente eles deixaram a peteca cair e essa história morrer depois de 2004. Retomá-la tem sido uma luta. Vejamos.

Goiânia 1987 – Vencedor: Wayne Gardner

Gardner conquistou o primeiro título da história da Austrália em Goiânia.

Após muitas negociações (a Argentina ja recebia o Mundial desde 1981), o Mundial de Motociclismo desembarcou em Goiânia pela primeira vez nos últimos dias de setembro de 1987 em meio ao desastre nuclear do Césio 137 (!!) com a primazia de poder decidir o título mundial daquele ano.

E assim aconteceu, com Wayne Gardner (Honda) vencendo a prova de ponta a ponta e se tornando o primeiro campeão australiano na história do Mundial. Ele superou o grande nome da época, Eddie Lawson (Yamaha) e Randy Mamola (Yamaha) que chegaram em segundo e terceiro respectivamente.

Goiânia 1988 – Vencedor: Eddie Lawson

Doze meses mais tarde, o Mundial retornou à Goiânia no fim de semana de 15-17 setembro encerrando a temporada de 1988. Gardner marcou a pole position, mas Lawson, já com o título decidido, conseguiu a liderança ainda nos primeiros estágios e venceu a prova.

Mas a imagem mais marcante, sem dúvida, foi o acidente de Randy Mamola (Cagiva) que, fora da briga pela vitória, tentava impressionar a multidão com derrapagens controladas. Em uma delas, o californiano não segurou a moto e acabou caindo bem em frente às câmeras.

Goiânia 1989 – Vencedor: Kevin Schwantz

A terceira e última passagem do Mundial por Goiânia novamente aconteceu como etapa de encerramento da temporada 1989 decidindo o título entre Eddie Lawson (Honda) e Wayne Rainey (Yamaha), que chegou com chances remotas, após uma queda crucial na Suécia.

Para conquistar o título, Rainey precisava vencer a corrida e Lawson não marcar pontos. Nos treinos, ele fez a sua parte conquistando a pole position. Mas Lawson tomou a ponta na largada e depois seria ainda ultrapassado por Kevin Schwantz, que venceria a corrida.

São Paulo 1992 – Vencedor: Wayne Rainey

Depois de 1989, o Mundial retornou ao Brasil apenas em agosto de 1992 em Interlagos, edição que me lembro vividamente de assistir pela televisão. Perigosa para motos já naquela época, a subida da junção recebeu uma chicane improvisada que foi muito criticada, além das habituais ondulações do circuito.



John Kocinski (Yamaha) marcou a pole position à frente de Rainey (Yamaha), Gardner (Honda) e Schwantz (Suzuki). Mas as atenções estavam voltadas para Mick Doohan (Honda), de volta depois de seu terrível acidente no GP da Holanda e se qualificara apenas em 14ª.

Na largada, Rainey assumiu a liderança de Kocinski e foi embora vencendo com confortáveis 13 segundos de vantagem para o companheiro de equipe. Em um esforço heróico, Doohan concluiu a prova em 12ª lugar, fora dos pontos na época. O australiano perderia o título para Rainey.

Rio de Janeiro 1995 – Vencedor: Luca Cadalora

Após uma nova pausa de três anos, o Mundial retornou ao Brasil naquele que parecia ser o seu lar definitivo: o Autódromo Internacional Nelson Piquet em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Mas inicialmente a etapa surgiu como substituta do GP da Áustria, que havia sido cancelado.

Foi uma temporada dominada por Mick Doohan (Honda), que já havia vencido seis corridas e chegava ao Brasil com uma vantagem confortável no campeonato. O australiano anotou a pole position, mas na corrida, o jovem Luca Cadalora (Yamaha) conseguiu superá-lo e ficou com a vitória.

Rio de Janeiro 1996 – Vencedor: Mick Doohan

Em 1996, Doohan (Honda) ampliou ainda mais o seu domínio, conquistando 8 vitóras. Uma delas foi no GP do Brasil, quando também garantiu a pole position e a volta mais rápida. Mas o seu companheiro de equipe Alex Crivillé não deu trégua e chegou apenas 0s4 atrás.

Nessa época, Alex Barros (Honda) já havia se transformado no maior nome do motociclismo brasileiro e corria com uma moto nas cores da bandeira nacional. Mas competindo pela modesta equipe de Paolo Pileri, o brasileiro não teve como brigar pela vitória e chegou em quinto.

Rio de Janeiro 1997 – Vencedor: Mick Doohan

Se Doohan já havia sido dominante em 1996, ele simplesmente massacrou os adversários em 1997, com nada menos do que 12 vitórias (em 15 etapas!) incluindo o GP do Brasil, realizado em 3 de agosto, ainda que por uma pequena vantagem de 0s7 para o japonês em ascensão Tadayuki Okada.

Decidido a fazer mais bonito do que no ano anterior, Barros (agora na Gresini Racing) acabou caindo na última curva da última volta quando brigava com Nobuatsu Aoki e Norick Abe pela quinta posição. Essa eu lembro bem de assistir, principalmente pela decepção decorrente dessa queda…

Rio de Janeiro 1999 – Vencedor: Norick Abe

Crivillé conquistou o seu título mundial no Brasil.

Removido do calendário de 1998 devido a problemas organizacionais, o GP do Brasil retornou em 1999 no mês de outubro. Com Doohan se aposentando após um grave acidente na Espanha, essa foi a última corrida sem nenhum campeão na pista até o GP de Aragão de 2020.

A vitória ficou com o saudoso Norick Abe (Yamaha) e seus cabelos esvoaçantes. Com a sexta posição, Alex Crivillé (Honda) conquistou o primeiro título da Espanha na Categoria Rainha. Além dele, um jovem Valentino Rossi (Aprilia) venceu a prova das 250cc e o título neste evento.

Rio de Janeiro 2000 – Vencedor: Valentino Rossi

Novamente em ascensão, Alex Barros (Honda) pela primeira vez tinha chances reais de vitória. A pole position ficou com Max Biaggi (Yamaha), mas na corrida, Barros saltou para o segundo lugar e ficou perseguindo Valentino Rossi até a linha de chegada, seu melhor resultado em casa.

Com uma discreta sexta posição, Kenny Roberts Jr. (Suzuki) sagrou-se campeão mundial nesta corrida, este que foi o último título mundial da marca japonesa até 2020 com Joan Mir. Nas 250cc, a vitória ficou com o inesquecível japonês Daijiro Kato.

Rio de Janeiro 2001 – Vencedor: Valentino Rossi

Em 2001, a nossa etapa aconteceu em novembro, encerrando aquela temporada com mais um milestone importante: essa foi a última corrida só com motos de 500cc de dois tempos na história. No ano seguinte, sofisticados motores de 990cc de quatro tempos entrariam em cena dando início a “era MotoGP” como a conhecemos hoje.

A corrida foi dividida em duas partes, pois a chuva causou sua interrupção e os tempos agregados determinaram o resultado final. Rossi (Honda) ficou com a vitória, seguido de Carlos Checa (Yamaha) e Biaggi (Yamaha). Nas 250cc, Daijiro Kato venceria pela última vez antes do seu acidente fatal no GP do Japão de 2003.

Rio de Janeiro 2002 – Vencedor: Valentino Rossi

Barros chega aos boxes com sua Honda NSR 500.

Em 2002, o GP do Brasil aconteceu no fim de semana de 20 a 22 de setembro quando restavam ainda quatro provas para o término da temporada. Mas, correndo com uma Honda RC211V de quatro tempos, Valentino Rossi foi tão dominante que pôde comemorar o seu quarto título por aqui mesmo, nas boates cariocas após mais uma vitória.

Ainda de Honda NSR 500 dois tempos, Alex Barros vinha fazendo aquela que seria considerada a sua melhor temporada. Mas o brasileiro não tinha equipamento para vencer Rossi, Max Biaggi (Yamaha) e Kenny Roberts Jr (Suzuki), todos correndo em equipes de fábrica que chegaram à sua frente.

Rio de Janeiro 2003 – Vencedor: Valentino Rossi

Rossi gostava do Brasil e parecia se dar bem no circuito de Jacarepaguá, onde sempre foi forte. Na edição sediada em setembro de 2003 não foi diferente, quando marcou a pole position, a volta mais rápida e venceu apos 24 voltas controlando Sete Gibernau (Honda) e Makoto Tamada (Honda).

Olhando em retrospecto, o mais interessante aconteceu nas 125cc, corrida vencida por um desconhecido Jorge Lorenzo (Derbi), a frente de Casey Stoner (Aprilia) e Alex De Angelis (Aprilia). Essa foi a primeira vitória do piloto espanhol no Campeonato Mundial.

Rio de Janeiro 2004 – Vencedor: Makoto Tamada

Contrariando os anos anteriores, o GP do Brasil de 2004 aconteceu a meio da temporada, entre 2 e 4 de julho, cedo demais para qualquer decisão de título. Nos treinos, Kenny Roberts jr. marcou uma improvável pole position, mas a corrida foi liderada em sua maior parte por Max Biaggi e Nicky Hayden, antes de Makoto Tamada ultrapassar ambos nas últimas voltas e vencer.

A última participação de Valentino Rossi em solo brasileiro foi medíocre. Com as Yamaha claramente inferiores à Honda naquele fim de semana, o italiano marcou apenas a oitava posição no grid e caiu na corrida quando estava em quarto. Alex Barros chegou a acompanhar os líderes, mas depois ficou para trás e finalizou em quinto.

Em essência, pode-se notar claramente que o Brasil e a MotoGP já protagonizaram alguns capítulos mais incríveis da história desse esporte. Fica a nossa expectativa de que a etapa efetivamente volte ao calendário em 2026 e não fique apenas na promessa como nos últimos anos.

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