Alessio “Uccio” Salucci, diretor da equipe VR46 Racing, revelou o que a Ducati fez para conseguir um desempenho tão destacado com Marc Márquez no apertado circuito de Balaton, na Hungria. O espanhol venceu a corrida com grande vantagem.
Desde que chegou à equipe de fábrica da Ducati, Márquez mostrou uma velocidade de adaptação incrível. Mas no GP da Hungria, o octacampeão parece em uma liga à parte. ‘Uccio’ revelou que parte disso se deve a um novo braço oscilante mais longo, exclusivo do piloto.
“Você pode pensar que em uma pista pequena como esta [Balaton], você sacrificaria um pouco da estabilidade para tornar a moto mais manobrável. Normalmente, você encurtaria a moto para isso. Mas eles fizeram exatamente o oposto”, disse Uccio para a TNT Sports.
“Ao usar um braço oscilante mais longo, o eixo também se move para trás. A extensão lhes dá mais estabilidade. Em troca, eles reduziram um pouco a aderência da roda traseira. Esse era um dos problemas que eles tinham — eles tinham tanta aderência da roda traseira que a roda dianteira empurrava com muita força ao entrar em chicanes”, explicou.
“Isso significa que a equipe de fábrica criou mais estabilidade de frenagem e mais peso no eixo dianteiro, e a equipe otimizou isso nas chicanes lentas. Isso coloca a VR46 de volta na disputa. E você pode adivinhar quem está pilotando com uma balança particularmente longa: Marc Márquez“, resumiu.
Mais estabilidade em frenagem e mais peso no eixo dianteiro são as exatas características que Márquez precisa para render o máximo. Era assim na Honda e aos poucos, ele vem trazendo essa filosofia para a Ducati. O problema é que só ele consegue andar bem assim.
No GP da Hungria, a Ducati mais próxima de Márquez foi a de Franco Morbidelli, na sexta posição, a mais de 12 segundos do líder e atrás de duas Aprilia, uma Honda e uma KTM. Pecco Bagnaia completou a prova em uma longínqua nona posição, 14 segundos atrás.