{"id":49379,"date":"2020-07-24T18:07:59","date_gmt":"2020-07-24T21:07:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/?p=49379"},"modified":"2024-01-23T15:47:10","modified_gmt":"2024-01-23T18:47:10","slug":"a-era-das-motos-de-250cc-com-quatro-cilindros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/?p=49379","title":{"rendered":"A era das motos de 250cc com quatro cilindros"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #ff0000;\">A chegada da Kawasaki Ninja ZX-25R, em 2019, chocou muita gente com seu motor de quatro cilindros e apenas 250 cm\u00b3. Mas essas motos j\u00e1 foram muito populares no oriente. E nem faz tanto tempo assim.<\/span><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Esportivas-de-250cc-com-4-cilindros-capa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"357\" src=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Esportivas-de-250cc-com-4-cilindros-capa.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49491\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Esportivas-de-250cc-com-4-cilindros-capa.jpg 620w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Esportivas-de-250cc-com-4-cilindros-capa-300x173.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>No final dos anos 1980, o Jap\u00e3o estava acelerando t\u00e3o r\u00e1pido quanto o tac\u00f4metro de uma moto esportiva. Gra\u00e7as a um forte programa de reconstru\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, a ind\u00fastria japonesa tornara-se forte e virara sin\u00f4nimo de qualidade e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo acontecia nas pistas, com a F\u00f3rmula 1, 500cc, 8 Horas de Suzuka e campeonatos nacionais adquirindo um enorme interesse. Como as motocicletas ainda eram o principal meio de transporte, n\u00e3o demorou muito at\u00e9 as duas coisas se cruzarem.<\/p>\n\n\n\n<p>Motos esportivas dominavam as vendas no Jap\u00e3o durante esse per\u00edodo, mas o pa\u00eds sempre imp\u00f4s severas restri\u00e7\u00f5es a modelos de grande cilindrada. M\u00e1quinas de pequeno deslocamento tornaram-se a escolha esmagadora da maioria dos motociclistas e os fabricantes tiveram que se adaptar a isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Honda, Yamaha, Suzuki e Kawasaki j\u00e1 eram gigantes, com reputa\u00e7\u00e3o estabelecida no ocidente, cada uma a sua maneira com as linhas esportivas CBR, FZR, GSX-R e ZX-R, respectivamente. As limita\u00e7\u00f5es japonesas fizeram com que cada uma criasse vers\u00f5es de 250cc de seus modelos mais ic\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas t\u00eam muitas coisas em comum, principalmente no motor, todas com quatro cilindros em linha, duplo comando de v\u00e1lvulas, quatro v\u00e1lvulas por cilindro e refrigera\u00e7\u00e3o l\u00edquida. Algumas, no entanto v\u00e3o al\u00e9m, com solu\u00e7\u00f5es de engenharia e design surpreendentemente avan\u00e7adas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Honda CBR 250 (1986-1996)<\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Honda-CBR250-1987.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"816\" height=\"600\" src=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Honda-CBR250-1987.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49487\" style=\"width:650px\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Honda-CBR250-1987.jpg 816w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Honda-CBR250-1987-300x221.jpg 300w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Honda-CBR250-1987-768x565.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 816px) 100vw, 816px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">CBR 250: a mais equilibrada.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Apresentada em 1986, a CBR 250 era uma das mais desejadas. O motor de quatro cilindros era capaz de girar at\u00e9 18.500 rpm, o que lhe conferia 45 cv na primeira gera\u00e7\u00e3o. Depois, a pot\u00eancia foi reduzida para 40 cv (30 kW) em 1994, quando a lei japonesa mudou.<\/p>\n\n\n\n<p>O bra\u00e7o oscilante em alum\u00ednio curvil\u00edneo \u00e9 id\u00eantico ao da NSR 250, de dois tempos, e o quadro de dupla trave de alum\u00ednio permitia que o ar entrasse diretamente no motor, em uma \u00e9poca que a tecnologia &#8220;Ram Air&#8221; ainda n\u00e3o havia aparecido. Isso possibilitava uma velocidade m\u00e1xima de 180 km\/h.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a imprensa da \u00e9poca, a CBR 250 era capaz de fazer um tempo surpreendentemente bom em uma pista de corridas, embora exija um pouco de sapateado na alavanca de c\u00e2mbio, gra\u00e7as \u00e0 falta de torque em baixos giros. Multiplique por dois o n\u00famero de mudan\u00e7as de marcha que voc\u00ea faria em uma 600cc e por tr\u00eas em uma mil e voc\u00ea entender\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Yamaha FZR 250 (1986-1995)<\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Yamaha-FZR-250-1989.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"733\" height=\"437\" src=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Yamaha-FZR-250-1989.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49490\" style=\"width:650px\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Yamaha-FZR-250-1989.jpg 733w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Yamaha-FZR-250-1989-300x179.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 733px) 100vw, 733px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">FZR 250: a mais \u00e1gil.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>No Brasil dos anos 1980, Yamaha era sin\u00f4nimo de dois tempos. Mas no exterior, a marca dos diapas\u00f5es tinha a s\u00e9rie FZR com motores de quatro cilindros em linha (e quatro tempos) fazendo muito sucesso com os modelos de 600cc, 750cc e 1000cc.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o mercado japon\u00eas, eles criaram a FZR 250 em 1986. Todas as solu\u00e7\u00f5es de estilo s\u00e3o as mesmas, desde a carroceria esportiva at\u00e9 o quadro com design &#8220;Deltabox&#8221; aqui, por\u00e9m, de a\u00e7o ao contr\u00e1rio do alum\u00ednio das irm\u00e3s maiores.<\/p>\n\n\n\n<p>Baseado na FZR 600, o motor da FZR 250 contava com um curso maior (de 34,5 mm) trabalhando com pist\u00f5es menores de 48 mm. A pot\u00eancia m\u00e1xima de 45 cv era atingida a 14.500 rpm. Com pneus mais estreitos, a esportiva era conhecida por sua agilidade e bom comportamento em curvas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\">Suzuki GSX-R 250 (1987\u20131994)<\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Suzuki-GSX-R250-1988.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"465\" src=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Suzuki-GSX-R250-1988.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49489\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Suzuki-GSX-R250-1988.jpg 620w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Suzuki-GSX-R250-1988-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">GSX-R250: a mais macia.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>A GSX-R 250 apareceu no Jap\u00e3o junto com o lan\u00e7amento da segunda gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, no final de 1987. Visualmente id\u00eantica \u00e0 suas irm\u00e3s de 600cc, 750cc e 1000cc, a ca\u00e7ula era mais modesta por baixo da roupa, com um quadro em ber\u00e7o duplo de a\u00e7o, embora a balan\u00e7a fosse de alum\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>O pequeno di\u00e2metro de 49mm combinado a um curso extremamente curto de 33mm significava que o motor da GSX-R250 gostava de gritar, indo aos 17.000 rpm. A pot\u00eancia m\u00e1xima \u00e9 de 45 cv (33,1 kW) a 14.000 rpm com o torque de 2,5 kgf.m a 10.500 rpm. O c\u00e2mbio tinha seis marchas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Suzuki GSX-250 teve duas gera\u00e7\u00f5es: a primeira, de 1987 a 1989 e a segunda de 1990 a 1994, quando a produ\u00e7\u00e3o foi encerrada devido a restri\u00e7\u00f5es nas leis japonesas. Leve (138 kg), mas com suspens\u00f5es convencionais ajustadas para o suave, a moto era considerada um pouco pregui\u00e7osa em curvas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">Kawasaki ZXR 250 (1989-1999)<\/span><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><a href=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kawasaki-Ninja-ZXR250-1990.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"692\" height=\"481\" src=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kawasaki-Ninja-ZXR250-1990.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49488\" style=\"width:650px\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kawasaki-Ninja-ZXR250-1990.jpg 692w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Kawasaki-Ninja-ZXR250-1990-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 692px) 100vw, 692px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">ZXR 250: a mais esportiva.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ada em 1988, j\u00e1 como modelo 1989, a Kawasaki Ninja ZXR 250 era a imagem e semelhan\u00e7a da Ninja ZX-7R ostentando, inclusive, mesmas as entradas de ar tubulares que passavam por dentro da carenagem. A pot\u00eancia era de 45 cv a 15.000 rpm, com um torque m\u00e1ximo de 2,6 kgf.m a 11.500.<\/p>\n\n\n\n<p>Claramente mais sofisticada que as rivais, a ZXR 250 j\u00e1 contava com bengalas invertidas, chassi e balan\u00e7a de alum\u00ednio, discos de freio duplos de 300 mm e pneus maiores, de 110\/70-17 na dianteira e 140\/60-18 na traseira. O curso e o di\u00e2metro s\u00e3o os mesmos da Suzuki, mas como os quatro carburadores Keihin s\u00e3o maiores (30mm), o comportamento da Ninja \u00e9 o mais agressivo de todas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o por acaso foi a esportiva de 250cc que durou mais tempo no Jap\u00e3o, at\u00e9 1999. Foram cinco gera\u00e7\u00f5es, a \u00faltima, por sinal, muito semelhante \u00e0 Kawasaki Ninja 250R que ressurgiu bicil\u00edndrica uma d\u00e9cada mais tarde. Os tempos haviam mudado e, como sempre, as fabricantes seguiram os desejos do consumidor. Ser\u00e1 que o mesmo vai acontecer agora?<\/p>\n\n\n\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/j4mBj68aLMg\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" width=\"655\" height=\"517\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A chegada da Kawasaki Ninja ZX-25R, em 2019, chocou muita gente com seu motor de quatro cilindros e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":49491,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[3311,200,2900,1164,41,22,25,30,3312],"class_list":["post-49379","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historia","tag-cbr-250","tag-fzr-750","tag-gsx-r250","tag-historia","tag-honda","tag-kawasaki","tag-suzuki","tag-yamaha","tag-zxr250"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=49379"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49379\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":72476,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/49379\/revisions\/72476"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/49491"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=49379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=49379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=49379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}