{"id":45294,"date":"2021-03-19T07:00:23","date_gmt":"2021-03-19T10:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/?p=45294"},"modified":"2025-01-09T16:15:07","modified_gmt":"2025-01-09T19:15:07","slug":"kawasaki-zx-7r-30-anos-de-um-diabo-verde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/?p=45294","title":{"rendered":"Kawasaki Ninja ZX-7R: a hist\u00f3ria de um diabo verde"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>A vis\u00e3o de uma Kawasaki e sua chamativa pintura verde em meados dos anos 1990 foi o primeiro contato de muitos com uma superbike de verdade. Era a Ninja ZX-7R, modelo que entrou para a hist\u00f3ria com sua combina\u00e7\u00e3o de pot\u00eancia e maneabilidade.<\/strong><\/span><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-Ninja-ZX-7R-1989-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"444\" src=\"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-Ninja-ZX-7R-1989-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-45372\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-Ninja-ZX-7R-1989-3.jpg 620w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-Ninja-ZX-7R-1989-3-300x215.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>A sua hist\u00f3ria come\u00e7a em 1987 quando a Federa\u00e7\u00e3o Internacional de Motociclismo anunciou a cria\u00e7\u00e3o do Mundial de Superbike. Era um novo campeonato que prometia muita briga entre as fabricantes atrav\u00e9s de suas motos esportivas de rua, algo mais tang\u00edvel do que os prot\u00f3tipos inacess\u00edveis das 500cc.<\/p>\n\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8336138695442191\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-8336138695442191\"\n     data-ad-slot=\"3523231789\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia do an\u00fancio, quase todas as principais marcas resolveram participar. A Honda desenvolveu a m\u00edtica VFR 750R RC30. A Ducati criou a ic\u00f4nica 851. A Yamaha desenvolveu a tecnol\u00f3gica FZR 750R (OW01) e a Suzuki levou a j\u00e1 aclamada GSX-R 750.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele tempo, 750cc era a cilindrada considerada ideal. Como n\u00e3o existiam recursos eletr\u00f4nicos, mais pot\u00eancia exigia motores maiores, o que deixava as motocicletas pesadas. 3\/4 de 1 litro era o deslocamento volum\u00e9trico com o melhor compromisso entre for\u00e7a e agilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A Kawasaki n\u00e3o tinha um modelo adequado com essa cilindrada para enfrentar a concorr\u00eancia, apenas uma sport-touring, a GPX 750. Os japoneses ent\u00e3o resolveram aproveitar esse motor envolvendo-o em uma carroceria muito mais leve, aerodin\u00e2mica e atraente.<\/p>\n\n\n\n<p>A cilindrada cresceu de 742 cm\u00b3 para 749 cm\u00b3, mas o di\u00e2metro e curso permaneceram os mesmos, 68 x 51,5 mm. Um novo radiador, embreagem, c\u00e1rter e comando de v\u00e1lvulas foram instalados e os carburadores passaram de 32 mil\u00edmetros para 36 mm.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de pot\u00eancia m\u00e1xima, o resultado ficou praticamente inalterado, 106 cv a 9.000 rpm, bastante modesto mesmo na \u00e9poca. A inten\u00e7\u00e3o era deixar a moto &#8220;amig\u00e1vel&#8221; ao motociclista comum e oferecer uma base preparat\u00f3ria a quem pretendia lev\u00e1-la \u00e0s pistas com kits oficiais, inclusive.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das mudan\u00e7as concentrou-se na cicl\u00edstica. Um novo quadro e balan\u00e7a de alum\u00ednio foram projetados. Os garfos &#8220;telehidr\u00e1ulicos&#8221; de 38 mm da GPX 750 deram lugar a unidades telesc\u00f3picas de 43 mm completamente ajust\u00e1veis na compress\u00e3o e rebote. Os discos de freio de 270 mm foram substitu\u00eddos por outros de 310 mm, com pin\u00e7as de 4 pist\u00f5es e os pneus ficaram mais largos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>1989\/1990 &#8211; O nascimento do &#8220;Ferr\u00e3o&#8221;<\/strong><\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Kawasaki-Ninja-ZX-7R-1989.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"431\" src=\"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Kawasaki-Ninja-ZX-7R-1989.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-41212\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Kawasaki-Ninja-ZX-7R-1989.jpg 620w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/06\/Kawasaki-Ninja-ZX-7R-1989-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">ZX-7R &#8220;H1&#8221;: garfos convencionais e comportamento arisco.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nessa configura\u00e7\u00e3o, a Kawasaki apresentou, em 1989, a Ninja ZX-7R (ZXR 750 nos Estados Unidos e Fran\u00e7a). Essa primeira gera\u00e7\u00e3o, denominada pela marca como H1 e pelos f\u00e3s como &#8220;Stiger&#8221; (ferr\u00e3o), foi um caso de amor \u00e0 primeira vista. Com seus far\u00f3is duplos e linhas acentuadas por uma chamativa cor verde, era motocicleta para dominar os anos 1990.<\/p>\n\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js?client=ca-pub-8336138695442191\"\n     crossorigin=\"anonymous\"><\/script>\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block; text-align:center;\"\n     data-ad-layout=\"in-article\"\n     data-ad-format=\"fluid\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-8336138695442191\"\n     data-ad-slot=\"3523231789\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script>\n\n\n<p>Mas o que realmente cativava na ZX-7R era sua capacidade de oferecer o mesmo desempenho das rivais mais caras gastando muito menos. Apesar do sucesso, a H1 foi considerada rude e exigente pela imprensa especializada, motivo que levou a Kawasaki a trabalhar arduamente j\u00e1 para o ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1990, a ZX-7R H2 parecia a mesma, mas era uma motocicleta bastante modificada. Os carburadores Keihin CVKD38, por exemplo, passaram a ser de 38 mm. Um radiador maior foi instalado e retoques foram feitos em termos de embreagem, distribui\u00e7\u00e3o e lubrifica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de o motor incorporar pist\u00f5es e bielas ligeiramente mais leves.<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as fizeram-na chegar a 115 cv a 11.000 rpm e 7,9 kgf.m a 9.500 giros. Se a pot\u00eancia ainda n\u00e3o era de encher os olhos, os kits oferecidos para competi\u00e7\u00e3o atingiam facilmente os 130 cv na roda. Al\u00e9m de tudo, um novo bra\u00e7o oscilante mais moderno em forma de pir\u00e2mide foi introduzido para melhorar a dirigibilidade.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>1991\/1992 &#8211; Arrebatando cora\u00e7\u00f5es<\/strong><\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1991.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"424\" src=\"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1991.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55310\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1991.jpg 620w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1991-300x205.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">ZX-7R &#8220;J1&#8221;: garfos invertidos e cicl\u00edstica revisada.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Mas o grande salto de qualidade viria em 1991. Apresentada em Shah Alam na Mal\u00e1sia ao lado da igualmente lend\u00e1ria Zephyr 750, a nova gera\u00e7\u00e3o &#8220;J1&#8221; era praticamente outra motocicleta. O di\u00e2metro e curso foram aumentados para 71,0 x 47,3 mm resultando em 121 cv a 10.500 rpm, pot\u00eancia logo limitada a 100 cv no territ\u00f3rio europeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Para corrigir definitivamente os problemas de dirigibilidade, a J1 passou a ostentar garfos invertidos Kayaba de 43mm, pneu 185 na traseira e um entre-eixos mais curto, de 1.420 mm. Gra\u00e7as ao novo quadro 4 quilos mais leve, o peso a seco era agora de 195 kg. O design foi refinado e suas linhas acentuadas tornando-se uma das motos mais atraentes da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>As limita\u00e7\u00f5es de pot\u00eancia tamb\u00e9m levaram a Kawasaki a desenvolver simultaneamente uma vers\u00e3o de homologa\u00e7\u00e3o exclusiva para as pistas, a K1. Visualmente eram id\u00eanticas, mas a ZX-7RR possu\u00eda lugar apenas para o piloto, carburadores FVKD39 de porta plana, comando mais agressivo, taxa de compress\u00e3o de 11,5:1 e rota\u00e7\u00e3o m\u00e1xima estendida a 12.800 rpm em vez das 12.000 da J1.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, as bengalas invertidas foram reduzidas para 41 mm, o que supostamente melhorou a sensibilidade dos pilotos. O amortecedor traseiro tamb\u00e9m era diferente, com reservat\u00f3rio a g\u00e1s e oferecia maiores possibilidades de ajuste, como pr\u00e9-carga, compress\u00e3o, extens\u00e3o e rebote.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>1993\/1995 &#8211; Auge e t\u00edtulo no Mundial de Superbike<\/strong><\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1993.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1993-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55312\" style=\"width:650px\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1993.jpg 1024w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1993-300x225.jpg 300w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1993-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">ZX-7R \u201cL1\u201d: a entrada de ar \u00e0 esquerda define a gera\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o modelo J2 em 1992, praticamente id\u00eantico ao anterior, com exce\u00e7\u00e3o de um amortecedor traseiro mais macio, a Kawasaki continuou o desenvolvimento da ZX-7R em 1993 a partir da K1 de competi\u00e7\u00e3o. O resultado foi a gera\u00e7\u00e3o L, outro passo adiante.<\/p>\n\n\n\n<p>Buscando um aspecto mais limpo, os tubos que levavam ar para as cabe\u00e7as dos cilindros desapareceram. Em seu lugar foi instalado um verdadeiro &#8220;Ram Air&#8221;, com entrada de ar no lado esquerdo dos far\u00f3is, uma marca registrada da gera\u00e7\u00e3o. O motor recebeu novos pist\u00f5es, cabe\u00e7ote e virabrequim, o que aumentou a pot\u00eancia em m\u00e9dios e altos regimes. Os garfos passaram a ser de 41 mm para todas.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma como as anteriores, a gera\u00e7\u00e3o L tinha vers\u00f5es mais radicais para as pistas chamadas internamente de M1 e M2. Pelas m\u00e3os de Scott Russel, uma M1 do Team Muzzy ganhou o t\u00edtulo do Mundial de Superbike em 1993 derrotando Carl Fogarty e sua Ducati 888. Foi o \u00fanico t\u00edtulo da Kawasaki no campeonato at\u00e9 2015 com Jonathan Rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Os anos de 1994 e 1995 foram poucas mudan\u00e7as, com exce\u00e7\u00e3o das cores, cada vez mais ex\u00f3ticas e chamativas. Durante esse per\u00edodo, a Kawasaki se concentrou no lan\u00e7amento da nova Ninja ZX-6R. Ao mesmo tempo a alcunha &#8220;ZXR 750&#8221; foi definitivamente abandonada e a motocicleta passou a ser ZX-7R em todos os mercados.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><span style=\"color: #800000;\"><strong>1996\/2003 \u2013 Chegada da \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, P1-P8<\/strong><\/span><\/h4>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><a href=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1996.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1996-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-55311\" style=\"width:650px\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1996.jpg 1024w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1996-300x225.jpg 300w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Kawasaki-ZX-7R-1996-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">ZX-7R \u201cP1\u201d: entrada de ar nos dois lados.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na metade dos anos 1990, a ZX-7R come\u00e7ava a sentir o peso da idade, por isso uma gera\u00e7\u00e3o completamente nova, a &#8220;P&#8221; foi apresentada em 1996. Sua grande caracter\u00edstica est\u00e9tica s\u00e3o as entradas de ar duplas ao lado dos far\u00f3is.<\/p>\n\n\n\n<p>Ultra curto, o motor tinha o di\u00e2metro e curso de 73,0 x 44,7 mm, taxa de compress\u00e3o em 11,5: 1 e o retorno dos carburadores Keihin de 38 mm. O resultado se traduziu em uma pot\u00eancia m\u00e1xima de 129 cv a 12.000 rota\u00e7\u00f5es por minuto.<\/p>\n\n\n\n<p>O chassi em dupla trave de alum\u00ednio continuava absolutamente imperturb\u00e1vel no que concerne a rigidez, uma cr\u00edtica. Os garfos voltavam a ser de 43 mm com 120 mm de curso. Novas pin\u00e7as de freio axiais Tokico de seis pist\u00f5es substitu\u00edam as antigas de quatro. O pneu traseiro agora era de 190.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma \u00e9poca foi desenvolvida a \u00faltima ZX-7RR, a N1 que incorporava carburadores qu\u00e1druplos de porta plana,&nbsp;caixa de c\u00e2mbio do tipo cassete com rela\u00e7\u00f5es muito pr\u00f3ximas e um alternador mais leve. Ao contr\u00e1rio das gera\u00e7\u00f5es anteriores, o tanque n\u00e3o era de alum\u00ednio e sim de a\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>O habitual assento \u00fanico foi instalado em um quadro menos r\u00edgido, uma exig\u00eancia dos pilotos. As suspens\u00f5es ofereciam maiores possibilidades de ajuste. Eram 28 cliques de compress\u00e3o, 13 de extens\u00e3o nos garfos e 14 posi\u00e7\u00f5es de extens\u00e3o para o amortecedor traseiro. Tamb\u00e9m eram regul\u00e1veis os \u00e2ngulos de dire\u00e7\u00e3o e de comprimento do bra\u00e7o oscilante. As pin\u00e7as de freio eram Nissin de seis pist\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Freddie-Spencer-Kawasaki-Ninja-ZX-7R-2013.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"451\" src=\"https:\/\/www.noticiasmotociclisticas.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Freddie-Spencer-Kawasaki-Ninja-ZX-7R-2013.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-45420\" srcset=\"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Freddie-Spencer-Kawasaki-Ninja-ZX-7R-2013.jpg 620w, https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/Freddie-Spencer-Kawasaki-Ninja-ZX-7R-2013-300x218.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Freddie Spencer testa a ZX-7R.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Essa gera\u00e7\u00e3o da ZX-7R permaneceu em produ\u00e7\u00e3o apenas com mudan\u00e7as de cor at\u00e9 ser retirada de linha em 2003, mesmo ano em que o WorldSBK passou a permitir motos de 1.000cc no grid. Sua \u00fanica rival nesse per\u00edodo era a Suzuki GSX-R 750, cerca de 25 kg mais leve e, por isso mesmo, considerada mais nervosa na estrada. Yamaha FZR 750 e Honda VRF 750R j\u00e1 haviam se despedido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, a revista Cycle World reuniu alguns modelos cl\u00e1ssicos das d\u00e9cadas de 1980 e 1990 para que o lend\u00e1rio Freddie Spencer (\u00fanico piloto a conseguir a proeza de ser campe\u00e3o das 500cc e 250cc no mesmo ano) desse uma impress\u00e3o atualizada de como eram. Entre elas havia uma Ninja ZX-7R 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>Spencer gostou muito do comportamento da motocicleta nas curvas e o seu equil\u00edbrio geral foi muito elogiado, com grande estabilidade: &#8220;<em>Esta n\u00e3o \u00e9 definitivamente uma moto arisca<\/em>&#8220;, comentou o tricampe\u00e3o. &#8220;<em>Podemos realmente relaxar e deixar os pneus agarrarem o asfalto<\/em>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading has-text-color has-link-color wp-elements-29b17a230a6083bffccac20b868e7461\" style=\"color:#780303\">Na telona<\/h4>\n\n\n\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1waRl_pAT40\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" width=\"655\" height=\"517\" frameborder=\"0\"><span style=\"display: inline-block; width: 0px; overflow: hidden; line-height: 0;\" data-mce-type=\"bookmark\" class=\"mce_SELRES_start\">\ufeff<\/span><\/iframe><\/p>\n\n\n\n<p>Moderna e chamativa, a Ninja ZX-7R n\u00e3o demorou a aparecer em filmes e seriados logo ap\u00f3s o seu lan\u00e7amento em 1989, como em um epis\u00f3dio da s\u00e9rie &#8220;Baywatch&#8221; (S.O.S Malibu no Brasil), com sua indisfar\u00e7\u00e1vel cor verde.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 uma ZX-7R que aparece no come\u00e7o do filme &#8220;True Lies&#8221; (1994), aquele estrelado por Arnold Schwarzenegger, assim como em &#8220;A Demolidora&#8221; (1995) e &#8220;F\u00faria em Duas Rodas&#8221;, de 2004. Ao todo, s\u00e3o 12 apari\u00e7\u00f5es que se tem conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A ZX-7R desembarcou no Brasil assim que a importa\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos voltou ser liberada em 1990. Em um pa\u00eds acostumado apenas a Honda e Yamaha de pequenos deslocamentos, a vis\u00e3o de uma Kawasaki 750cc carenada e pintura verde chamativa transformou-se rapidamente em sonho de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>As gera\u00e7\u00f5es J, L e P foram vistas por aqui embora a \u00faltima, de 1996, \u00e9 a que mais se pode encontrar \u00e0 venda no Brasil. Como todo ve\u00edculo esportivo, essas motos foram usadas at\u00e9 quase o seu exterm\u00ednio, de modo que \u00e9 bastante raro achar uma inteira. Nos \u00faltimos tempos, os valores est\u00e3o subindo rapidamente, mas ainda custa uma fra\u00e7\u00e3o de uma Honda CB750F, por exemplo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A vis\u00e3o de uma Kawasaki e sua chamativa pintura verde em meados dos anos 1990 foi o primeiro<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45420,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2588],"tags":[1164,22,3009],"class_list":["post-45294","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-motos-historicas","tag-historia","tag-kawasaki","tag-ninja-zx-7r"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45294","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=45294"}],"version-history":[{"count":55,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45294\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":78440,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/45294\/revisions\/78440"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/45420"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=45294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=45294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/noticiasmotociclisticas.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=45294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}